// 20/08/2025

(Cartazes de) Filmes Studio Ghibli

Estava programando um post sobre cartazes de filmes e ao mesmo tempo ia postar Viagem de Chihiro como o "Filme da vez". Mas aí fiquei na dúvida se não colocava o Totoro. Depois lembrei do Princesa Mononoke. Então, resolvi misturar tudo, hahaha!

Hoje todos os filmes da vez são do Studio Ghibli, que acredito que vocês já tenham ouvido falar. O estúdio de animação japonês foi fundado em 1985 pelo Hayao Miyazaki - diretor de todos os filmes que vou mostrar aqui - junto com outras pessoas que não vou colocar o nome aqui porque são muito complicados, haha!


O estúdio já produziu váaarios filmes, nem todos assinados pelo Miyazaki. Mas tenho que falar que os que ele dirige tem um toque especial. Sei lá, o último que assisti foi O Reino dos Gatos e não é dele. É bonitinho, mas não tem nada demais, sabe?

Não assisti muitos filmes deles, mas sei que os que vi são alguns dos melhores porque todo mundo indica, hahaha!

Além dos filmes serem excelentes, os cartazes são muito lindos. Com certeza teria todos eles pendurados nas paredes da minha casa. Vamos combinar que cartaz bem feito é tudo, né? Além de chamar atenção pro filme, serve de quadro. Tem uns por aí, que pelamor... Mas vamos lá.

Decidi mostrar meus filmes Ghibli favoritos em ordem de S2.


1. A Viagem de Chihiro: O filme é de 2001 e o título original é Sen to Chihiro no Kamikakushi, que significa, literalmente, O Arrebatamento de Sen e Chijiro). Assisti no cinema e não sei quantas vezes em casa. É lindo, cheio de camadas. Clichê dizer isso, mas é meio que o Alice no País das Maravilhas do Japão.



2. Meu Amigo Totoro: É de 1988 e o título original é Tonari no Totoro. Gente, na boa, assistam esse filme. É lindo, inocente, tem musiquinha pra cantar e tudo. Fico triste de não ter assistido quando era criança…. E o cartaz é o meu preferido! Quer me fazer feliz, é me dar qualquer coisa que tenha o Totoro, haha!





3. Princesa Mononoke: Lançado em 1997 com o título original de Mononoke-hime. Sem dúvida, o filme mais denso e tenso do Miyazaki que já vi. É bem pesado em relação aos outros. Tem uma mistura de deuses e demônios e tem mortes e sangue… E me lembra Chihiro em algumas partes, com essa coisa de usar animais grandes e com cara de mau, haha! Uma curiosidade: é uma das animações mais caras, custou por volta de $20 milhões porque o Miyazaki quis ser super tradicional e fez quase tudo a mão : O Lindo, lindo o cartaz, meu segundo favorito!






Enfim, era tudo isso. Fiquei aí com essa imagem aleatória que encontrei enquanto pegava os cartazes no google, hahaha! Pra quem não conhece é uma referência ao cartaz do Le Chat Noir feito por Théophile-Alexander Steinlen.



E vocês, também curtem isso de ficar apaixonada por cartazes de filmes? hahaha Contaí!

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O Serviço de Entregas da Kiki | Resenha


Kiki é uma adolescente bruxa que vive com sua família. Como de costume, quando as bruxinhas completam 13 anos, é hora de partirem para uma aventura sozinhas. Elas terão que procurar uma nova cidade, um novo local para viver e se virarem sem a ajuda da família. Em companhia de seu gatinho sincero, Jiji, a menina pega sua vassoura e sai por aí. Ela acaba encontrando uma cidade litorânea, como tanto queria. E aí a história começa.

Tem quatro coisas que me chamaram atenção no filme.

A primeira delas é que o fato de Kiki ser uma bruxa não a torna especial frente aos outros que não são. Ela não é A super heroína do filme que vencerá tudo e todos. Pelo contrário. Ela, na verdade, se decepciona com a recepção na nova cidade e tem que aprender a viver naquele lugar e a obedecer às novas regras impostas ali. É realmente uma questão de adaptação, amadurecimento e responsabilidade.

A segunda coisa que achei interessante talvez explique um pouco isso que acabei de dizer. Essa coisa de “ser bruxa” não é explicada no filme. A mãe e a avó de Kiki também são bruxas, mas nem todos são. E não é como em Harry Potter, em que a magia é algo secreto. Na cidade as pessoas se espantam com Kiki, pelo motivo de que talvez não haviam visto uma bruxa em muito tempo, mas não parece ser algo extraordinário. E acho bom que o filme não tenha se focado nesse ponto. Ficou uma informação em suspenso, mas que acabei esquecendo durante o filme.

Outra questão interessante é que não há um vilão daquele tipo que estamos acostumados. Alguém muito mau que quer destruir o mocinho(a). O vilão é a própria Kiki. São as barreiras e limites que ela tem que vencer para se virar no novo lugar e se relacionar com as pessoas. Acho que isso está presente em outros filmes do Miyazaki e talvez tenha a ver com a própria cultura oriental, mas não sou conhecedora disso pra dizer. Mas o fato de que não tenha esse ser malvado e a luta clichê bem x mau, deixa o filme mais leve. Não mais bobo ou infantil, mais leve. Ao mesmo tempo, pra mim, o vilão é ainda mais realista, já que são coisas que podemos nos identificar facilmente.

Por último, mas não menos importante, queria falar do gatinho Jiji. Já assisti muitos filmes com gatos como personagens, mas acho que o Jiji foi o melhor que já vi até hoje! Eles realmente conseguiram colocar nele essa personalidade rabugenta e autocentrada que os gatos (eu imagino haha) tem. Ele não se mostra completamente feliz com as coisas, sempre sugere algo diferente, despreza os outros gatos que vê… Parece muito com vários gatos que eu conheço!

Bom, acho que deu pra notar que eu gostei do filme, né? Tentei encontrar um trailer pra colocar aqui, mas só tem sem legendas ou então na versão americana, que é muito sem graça. Eles dão um tom completamente diferente pra coisa. Inclusive, nós assistimos o filme com uma legenda que foi feita a partir da versão dublada em inglês e tem vários diálogos a mais, acreditam? Coisas totalmente desnecessárias e explicativas. Fiquei chocada com isso… Procurem pela versão original!


// 22/11/2024

As pessoas mais fortes são as pessoas com ansiedade: Elas lutam e vencem todos os dias

 

A pessoa mais forte é aquela pessoa com ansiedade. Ela tem lutado contra a sua ansiedade há algum tempo e continua a fazê-lo com bravura. Ela não é uma vítima da sua doença mental, porque ela sabe no seu coração que ela é muito mais do que os demónios que vivem na sua mente.

Ela aprendeu a erguer a cabeça quando o caos na sua mente a consome, de modo que a palavra fraqueza praticamente não está no seu vocabulário. Ela é uma pessoa forte porque consegue sobreviver ao campo de batalha que é a sua vida, lidando com uma doença mental que exige muita coragem para domar e sobreviver diariamente.

Ela consegue funcionar, porque tentou todos os mecanismos de enfrentamento possíveis e encontrou maneiras de ajudá-la a acalmar o seu coração ansioso. Ela empurra a vida para a frente com determinação.

Ela tem objetivos e sonhos como todos os outros.

Ela sabe o quanto é importante não desistir, porque ela tem muito a oferecer e não pode permitir que a sua condição dite a sua vida. Ela tem objetivos e sonhos como todos os outros, e tudo o que ela quer é ser capaz de ser ela mesma.

Sim, a ansiedade dela a engana, e às vezes a ansiedade consegue ganhar, mas na maioria das vezes ela é capaz de aproveitar a sua força interior, revidar e rapidamente voltar a ficar de pé.

Lutar contra a ansiedade consome muito tempo da vida dela, mas ela não desiste de si mesma. Os dias em que ela se sente afogada são difíceis de superar, mas o seu coração sabe que é apenas temporário, e ela anda na onda da melhor forma possível até que a apreensão e o medo que a incomodam desapareçam lentamente.

Ela é a pessoa mais forte, porque, mesmo quando está escuro na sua mente e as suas mãos estão suadas, ela se agarra à esperança, respira fundo e espera que a luz volte e a guie para fora da escuridão.

Ela é obstinada, inteligente e corajosa, e mesmo quando sente que não consegue lidar com o que a ansiedade lhe lança, o seu coração sussurra ao seu ouvido e lembra-lhe como ela é importante para esse mundo e para cada pessoa que a ama.

O seu objetivo é nunca pegar o caminho mais fácil, ela aparece para si mesma todos os dias e empurra-se para a frente, porque ela é o seu próprio herói. Por mais difícil que seja às vezes, ela recusa-se a dar-lhe o poder da ansiedade.

Ela é muito mais do que a sua ansiedade.

Ela pode ceder às vezes, mas ela sabe que ela é muito mais do que a sua ansiedade e não deixa que a sua ansiedade a defina. É preciso muito poder e resiliência para navegar no mundo quando a ansiedade está constantemente seguindo cada passo seu.

Ela sabe que não pode desistir, porque sabe que a sua bravura conquistará a sua ansiedade se continuar a aparecer para si mesma todos os dias.

“Eu sou uma pessoa forte. Eu não fico a sentir pena de mim mesma, nem deixo as pessoas maltratarem-me. Se eu cair, vou me erguer ainda mais forte, porque sou uma sobrevivente e não uma vítima. Eu estou no controle da minha vida e não há nada que eu não consiga alcançar.”

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O cansaço mental é muito pior do que o cansaço físico

 

A vida nunca foi fácil, mas parece que ultimamente as coisas pioraram bastante. Existem mais pessoas, mais lugares, mais histórias tendo que conviver juntas, mas ainda assim as relações humanas se fragilizam devido à distância que cresce entre as pessoas.

Há mais estresse, mais horas de trabalho, e tudo isso acaba esgotando as energias de qualquer um. A vida moderna nos obriga a passar grande parte do nosso tempo focados no trabalho.

No mundo atual, somos ensinados que quanto mais bens materiais as pessoas adquirem mais prestigiadas e humanas elas se tornam, e isso gera um consumismo desenfreado, para que os outros nos vejam como alguém que existe realmente. Junto com o consumismo, caminha a valorização das aparências, da ostentação de marcas, corpos esculpidos e dentes brancos. E haja dinheiro para poder lapidar o corpo, à imagem e semelhança do estereótipo midiático da perfeição.

Passamos a nos preocupar tanto com o que está lá fora, que acabamos nos esquecendo de ouvir o ritmo da nossa alma, do nosso coração. A busca frenética pelo exterior de contos de fadas nos torna descuidados com os sentimentos, com a essência, com tudo o que realmente vale a pena. Temos que ser bonitos, magros, felizes e ter um salário pomposo. Temos que engolir o choro, pois fraqueza é feio. Temos que ser fortes o tempo todo, mas isso é impossível, e por isso sofremos todos. Em silêncio.

É preciso, portanto, parar, acalmar, demorar-se, ouvir o silêncio e apreciá-lo, pois é assim que conseguimos prestar atenção em nós mesmos. É preciso estar atento aos sinais que o nosso corpo manda, às vezes de forma bem discreta, para que o volume das aflições e das ânsias emocionais não cresça e sufoque a nossa força, as nossas esperanças, a nossa fé.

É preciso prestar atenção nas dores do corpo, sim, mas sem negligenciar as dores da nossa alma. A exaustão emocional é mais massacrante do que o cansaço físico, porque na maioria das vezes temos vergonha de admitir que não vamos dar conta, que não estamos aguentando, que estamos fracos.

Muitas vezes, a gente tem vergonha de chorar. Mas não deveríamos, não poderíamos. Como se vê, é mais fácil repousar um corpo dolorido do que acalmar uma mente exausta.

Precisamos criar o hábito de dedicar algum tempo a nós mesmos, apreciar a nossa própria companhia, abrandar o ritmo, ouvir o nosso consciente, acalmar as nossas preocupações, curar as nossas feridas emocionais e restaurar a nossa paz interior. Só dessa forma conseguimos atingir um estado de equilíbrio interior que nos permite aproveitar o lado bom da vida e que nos faz sentir verdadeiramente felizes e realizados, tal como merecemos.